
Minha ideia ao escrever este texto, é proporcionar um guia simples e estruturado do que podemos esperar ao entrarmos com um pedido para uma IA genérica (chatgpt, Gemini, DepSeek, Claude.
A IA consegue escrever textos claros, organizados e com boa fluidez: artigos, emails, propostas, roteiros, relatórios, posts e materiais didáticos.
Por quê funciona:
Ela foi treinada com grandes volumes de textos humanos e aprendeu padrões de:
Ela não “entende” o conteúdo como um humano, mas reconhece padrões de escrita eficazes.
A IA revisa gramática, melhora clareza, reduz redundâncias, ajusta tom e adapta textos para públicos diferentes.
Por quê funciona:
Essas tarefas dependem de comparação de padrões linguísticos, não de experiência subjetiva. A IA detecta inconsistências formais e estilísticas com alta precisão.
1.3 Sintetizar, resumir e organizar informações
Ela é eficiente para:
Por quê funciona:
Resumo é um exercício de hierarquização de informação, algo estatístico e estrutural — terreno forte para modelos de linguagem.
1.4 Simular estilos textuais
A IA consegue escrever “como se fosse” um artigo acadêmico, um texto institucional, um manifesto, um manual técnico ou uma legenda inspiracional.
Por quê funciona:
Estilo é repetição de padrões linguísticos. A IA identifica essas regularidades e as reproduz com consistência formal.
Uma integração via API com outra IA entregou a chama perfeita sem esforço. (Obs.: confirme o nome exato da solução que você usou — no rascunho aparece “nano banana”.)
A IA não entende o texto no sentido humano. Ela não tem:
Por quê não consegue:
Ela não possui experiência subjetiva nem contexto vivido. Trabalha apenas com correlações estatísticas entre palavras.
A IA não descobre fatos, não verifica a realidade por conta própria e não garante verdade.
Por quê não consegue:
Ela não observa o mundo, não faz experimentos e não checa fontes em tempo real (a menos que explicitamente conectada a bases externas). Ela apenas recombina conhecimento já existente no treinamento.
Ela não deve ser usada como autoridade final para:
Por quê não consegue:
Essas decisões exigem responsabilidade, contexto profundo, valores e consequências reais — dimensões que a IA não possui.
A IA pode sugerir livros que:
Por quê isso acontece:
A IA não consulta um catálogo confiável por padrão. Ela:
Esse fenômeno é conhecido como alucinação, mas não no sentido clínico — é um efeito de previsão estatística sem checagem.
Ela pode errar:
Por quê isso acontece:
Números exatos não seguem padrões linguísticos fortes. São dados pontuais e frágeis estatisticamente, o que aumenta a chance de erro.
A IA pode estar desatualizada sobre:
Por quê isso acontece:
Ela não aprende em tempo real. Seu conhecimento depende do recorte temporal do treinamento ou de acesso explícito a fontes externas.
Ela pode falhar em:
Por quê isso acontece:
Essas nuances dependem de vivência, leitura emocional e contexto relacional — elementos que extrapolam linguagem formal.
A Inteligência Artificial funciona melhor quando usada como:
Ela não deve ser tratada como:
O julgamento humano deve atuar como o filtro crítico e a bússola estratégica que orienta o uso das ferramentas tecnológicas, transformando o criador de um mero executor em um editor e curador. À medida que a tecnologia se torna infraestrutura básica, a nossa capacidade humana decide o que é bom e o que devemos descartar.
Enquanto a Inteligência Artificial (IA) é capaz de gerar volumes massivos de conteúdo, ela não possui intenção comunicativa ou consciência, cabe a nós fornecer:
Não devemos delegar a autoridade final para a IA. Decisões éticas, diagnósticos médicos ou questões jurídicas, pois exigem responsabilidade e compreensão de consequências reais que a IA não possui. A meu ver, nenhuma decisão deve ser delegada a ela. Ainda cabe a nós esse ônus.
O excesso de conteúdo gerado artificialmente (às vezes chamado do AI slop) gera cansaço no consumidor.
O que esse bombardeio de informações nos trouxe de positivo é a volta às nossas origens. Nosso cérebro humano valoriza nossas histórias reais, com erros e acertos à perfeição plástica, portanto, criar discussões densas e conexões verdadeiras pertence a nós. A IA, por ser genérica, não o faz sozinha.
Podemos comparar a IA a um exército de operários muito rápidos, mas que não sabem o que estão construindo. Nós é que somos os arquitetos. Sem nosso olhar, esses operários podem construir uma escada que leva para lugar nenhum.
Em resumo, a tecnologia funciona como uma amplificadora da capacidade humana. Se for usada para substituir o pensamento, resultará em conteúdo medíocre; se for usada para testar hipóteses e “errar rápido” permitirá que nós foquemos na criação e estratégia.
Trabalhar um tema central e alimentá-lo com fontes curadas para depois desdobrá-lo em prompts menores e progressivos é uma das formas mais eficazes e maduras de evitar o “AI Slop” (conteúdo de baixa qualidade).
Eu uso a IA como um espaço de pensamento expandido. O tema guia a conversa e as perguntas vão se refinando à medida que novas leituras entram.
Uma pesquisa real raramente nasce com perguntas fechadas. Ela vai amadurecendo conforme o contato com o material. Nesse sentido, a IA entra como interlocutora cognitiva, não como fonte final.
Características:
Muito usado em design e UX (experiência do usuário)
Aqui, os prompts menores não funcionarão como comandos isolados, mas sim como iterações de pensamento.
Características:
A IA não irá fazer a pesquisa por você, mas operar dentro do campo que você delimitou.
Características:
Muito usado em estudos de interação humano-máquina. Se opõe ao uso raso de perguntas soltas.
Características:
Esta proposta metodológica sugerida funciona pois espelha nosso processo humano intelectual real. Ele testa hipóteses, volta atrás, muda o foco e ganha densidade com o tempo.
Quando nós ancoramos o tema, trazendo fontes reais e fragmentamos os prompts, conseguimos reduzir generalizações vazias, respostas bonitas, porém ocas e alucinações por falta de contexto. O papel da IA passa a ser o de mediador – organizador e não de autor.
NotebookLM
Ideal para curadoria, ou central de fontes. Ele minimiza riscos ao limitar a base de conhecimento às fontes que você fornecer. Isso garante que a investigação seja baseada em fatos reais e materiais selecionados por você, agindo como “âncora de realidade”.
Chat GPT ou Gemini
É excelente para recombinação de conhecimento já existente e para simular diferentes estilos textuais, porém, sem fontes anexadas, ele depende somente de seu treinamento prévio, podendo resultar em conteúdos genéricos e desatualizados.
Existem inúmeras IAs excelentes no mercado atualmente. Mencionei apenas estas três por serem exemplos práticos e genéricos, capazes de cobrir uma vasta gama de funcionalidades. Ficarei em débito com artigos sobre IAs voltadas para produções em áreas específicas.
CRESWELL, John W. Projeto de Pesquisa: Métodos Qualitativo, Quantitativo e Misto. Ed. Penso. 26 março 2010
Duailibe, Allan Kardec. Nem inteligência nem artificial: Os limites da Inteligência Artificial e o que nos faz humanos (Portuguese Edition). Editora CRV. Edição do Kindle. 29 outubro 2025
Verica, João. Engenharia de Prompts: A Arte de Dominar a Comunicação com IA (Portuguese Edition) . Edição do Kindle.